RJ aumenta liberação de mosquitos com bactéria Wolbachia para inibir dengue

Para inibir a transmissão dos vírus da dengue,zika, chikungunya e febre amarela, o Rio de Janeiro liberou esta semana, em Niterói, uma quantidade maior de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Até o momento, o método Wolbachia já foi aplicado em 28 bairros do Rio e 33 de Niterói, beneficiando 1,3 milhão de pessoas. A inserção da bactéria intracelular não gera modificação genética, nem da bactéria, nem do mosquito, e a Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada no Aedes aegypti.

Nos primeiros resultados, os insetos infectados com a bactéria reduziram em 75% os casos de chikungunya em 33 bairros da região de Niteroi. Na etapa atual, o conjunto de bairros contemplados são Fonseca, Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço, todos em Niterói.

Esse processo de mobilização já se iniciou em Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte, sendo que a soltura dos mosquitos será iniciada nas três localidades no próximo ano. Além dos três estados, está programada uma nova expansão do Wolbachia em 2020 para Fortaleza/CE, Foz do Iguaçu/PR e Manaus/AM. Somente em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 21,7 milhões na tecnologia.

Fonte: Portal Fiocruz

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