Pesquisadores validam teste rápido para dengue, zika, febre amarela

em

Um novo teste, sensível e rápido pode identificar doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti como dengue, zika e febre amarela. O método, validado por Mariana Sequetin Cunha e colaboradores no Instituto Adolfo Lutz, utiliza flavivírus, uma família de vírus responsável por várias enfermidades entres elas a dengue.

Essa técnica – que pode ser descrita como “transcrição reversa seguida da reação em cadeia da polimerase em tempo real” – permite detectar a molécula-alvo de RNA durante a própria realização do exame. E tornou-se agora uma espécie de padrão-ouro para identificação de vírus, uma vez que foi recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a testagem do novo coronavíus.

“Até recentemente, o principal método usado no Brasil para identificação dos flavivírus exigia inocular o material suspeito, colhido de pacientes humanos ou animais, nos cérebros de camundongos neonatos. Quando comecei a pesquisar no Instituto Adolfo Lutz em 2012, minha ideia foi estabelecer um método alternativo, que prescindisse dos camundongos, submetendo diretamente as amostras, extraídas do sangue, soro ou vísceras dos pacientes, à PCR quantitativa em tempo real”, afirmou à Agência Fapesp a pesquisadora Mariana Sequetin.

O protocolo estabelecido mostrou-se altamente sensível e específico, podendo ser utilizado para o diagnóstico diferencial dos diferentes flavivírus que ocorrem no Brasil. E também para o monitoramento viral em animais sentinelas e vetores.

“Vamos testar agora em amostras novas que estamos recebendo. Acredito que haja nelas, especialmente em mosquitos, variedades de flavivírus ainda não descritas na literatura”, concluiu Sequetin.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado pelo periódico científico, Archives of Virology.

Fonte: Agência FAPESP

 

Compartilhar: