Pesquisadores realizam estudos para prever surtos de epidemias transmitidas por mosquitos

Um grupo de pesquisadores de diversos países iniciou um estudo pioneiro com o objetivo de tentar entender melhor e prever epidemias de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos, segundo reportagem da Agência Fapesp, assinada por Maria Fernanda Ziegler. 

O projeto, que tem apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), conta com a participação das entidades nacionais como Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Fundação de Medicina Topical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e os centros de pesquisa internacionais The University of Texas Medical Branch (UTMB), New Mexico State University (NMSU), Massachusetts Institute of Technology (MIT), Cary Institute of Ecosystem Studies, Instituto Conmemorativo Gorgas de Estudios de la Salud (ICGES), entre outros parceiros.

Os estudiosos monitoraram a população de mosquitos em ambiente urbano na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e de macacos e mosquitos das zonas rurais e urbanas de Manaus, no Amazonas, com a finalidade de desenvolver indicadores de manifestação epidemiológica por arbovírus, como febre amarela, dengue, zika e chikungunya.  Maria Fernanda Ziegler 

 “Temos um conhecimento muito bem estabelecido sobre os ciclos dessas doenças e sobre possíveis novos surtos. No entanto, falta ainda um conhecimento sistêmico que determine quando ocorrerá uma nova epidemia. Nosso objetivo é monitorar e criar modelos preditivos para poder antecipar ações de combate e proteção da população, além de entender melhor a conjunção de fatores que levam a novos surtos”, explica Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e integrante do grupo de pesquisa Create-NEO, projeto financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos.

Até aqui, sabe-se, por estudos históricos, que no Brasil, surtos de febre amarela, por exemplo, acontecem a cada sete ou dez anos, porém há muitas doenças causadas pela transmissão de mosquitos “isso faz com que a gente viva constantemente em epidemias”, esclarece Livia Sacchetto, pesquisadora da Famerp e integrante do projeto Create-NEO.    

 

Fonte: Agência FAPESP

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