Pesquisadores confirmam potencial da Wolbachia na prevenção do vírus da dengue

Pesquisadores do World Mosquito Program (WMP), iniciativa internacional sem fins lucrativos visa proteger a população de doenças transmitidas por mosquitos,  apresentaram novas evidências de redução de arboviroses (doenças que incluem o vírus da dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela) no Brasil, Indonésia, Vietnã e Austrália.

Nesses países foi feita a liberação de Aedes aegypti com  Wolbachia, uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya, reduzindo assim a transmissão dessas doenças.

Dados preliminares do WMP, que no Brasil é conduzido pela Fiocruz, apontam uma redução de cerca de 75% nos casos de chikungunya em Niterói (RJ) nos últimos dois anos, quando comparadas às áreas do município que não receberam os mosquitos com Wolbachia.

O WMP Brasil atua em Niterói e no Rio de Janeiro desde 2016, e, como as liberações de Aedes aegypti com Wolbachia começaram por Niterói, estas primeiras informações divulgadas são daquele município. Os dados são preliminares e um estudo completo, com informações sobre as duas cidades, deverá ser divulgado até 2022.

O Método Wolbachia do WMP não envolve qualquer modificação genética, nem da bactéria, nem do mosquito. A Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada nos mosquitos Aedes aegypti .

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