Novo vírus mayaro, ‘primo’ do chikungunya, é descoberto no estado do RJ

Um novo vírus está em circulação no Rio de Janeiro: mayaro, da mesma família do vírus chikungunya e que causa doença com sintomas similares aos deste, como fortes e intensas dores nas articulações. O mayaro pode ser transmitido tanto pelo Aedes quanto pelo pernilongo comum (Culex) e há indícios de que ele tenha começado a se adaptar às cidades – fator que preocupa as autoridades. Assim como o chikungunya, não há vacina ou tratamento disponível.

Mayaro foi descoberto por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadores já alertavam há alguns anos para o risco da migração do vírus, endêmico da região Amazônica, para as grandes cidades da região Sudeste do país, e um estudo recente confirmou sua presença nessa localidade. O mayaro está presente no Rio de Janeiro desde 2016 e já houve a confirmação de três casos em Niterói. Todas as ocorrências são autóctones, ou seja, as pessoas contraíram a doença localmente, o que agrava a situação.

Tem-se conhecimento do mayaro desde os anos 1950 nas Américas do Sul e Central, e, no Brasil, foram identificado surtos isolados em estados do Norte e Centro-Oeste. Sua chegada às grandes cidades do País é mais um incentivo para que os moradores redobrem os cuidados no combate aos mosquitos. Medidas como a utilização de água sanitária para a desinfeção de ralos e vasos sanitários fazem grande diferença.

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