Método Wolbachia chegará a Campo Grande em dezembro

Após ter mostrado resultados significativos em  Niterói (RJ) e em Belo Horizonte (MG), o método Wolbachia, que ajuda no combate de doenças causadas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e Chikuguya), será aplicado também em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em dezembro. O projeto, que sofreu atrasos devido a pandemia.

Criado pelo World Mosquito Program (WMP), a iniciativa é conduzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e está sendo aplicada Campo Grande com apoio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Inicialmente, será feito um trabalho de conscientização da população, antes da soltura do Aedes com Wolbachia, explica Luciano Moreira, líder do Método Wolbachia no Brasil e pesquisador da Fiocruz. Segundo ele, primeiro é feito um trabalho de engajamento para explicar o projeto tirar todas as dúvidas, e assim ter o apoio da população. Depois entra a fase de liberação dos mosquitos por cerca de 16 semanas. Esses mosquitos vão se cruzando na natureza. “Com o passar do tempo, haverá uma grande porcentagem do mosquito naquela localidade com a Wolbachia e  esperamos ter uma redução das doenças e poder proteger a população”, afrima.

O Método Wolbachia será aplicado em toda a área urbana da Capital durante cerca de três anos. A estimativa de produção semanal é de cerca de um milhão e meio de mosquitos com Wolbachia, que serão fabricados numa biofábrica criada na capital do MS.

Fonte:

Secretária do Estado de Saúde do Mato do Sul

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