Infecção prévia por zika pode aumentar risco de dengue grave

Uma contaminação prévia pelo zika vírus pode aumentar o risco de dengue grave, de acordo com recente estudo publicado na última edição da revista científica Science, na semana passada. A pesquisa é a primeira confirmação de relatórios que já apontavam uma possível reação cruzada entre os anticorpos das duas arboviroses provocadas pelo Aedes aegypti.

O trabalho – conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, do Instituto de Ciências Sustentáveis e do Laboratório Nacional de Virologia, na Nicarágua, além de cientistas de outras instituições dos dois países – apresentou resultados, que podem ser considerados especialmente relevantes para a elaboração e a testagem de vacinas contra as duas doenças.

O estudo está baseado em dados de 3,8 mil crianças e adolescentes da Nicarágua, país com 6,5 milhões de habitantes da América Central, que enfrentou seguidas epidemias de dengue ao longo dos últimos 16 anos, além da de zika.

Os pesquisadores notaram que pessoas com histórico de infecção por zika tinham probabilidade de 12,1% de manifestar sintomas da infecção por dengue, causada pelo subtipo 2 do vírus (DENV2), em comparação com só 3,5% entre aqueles nunca infectados. A probabilidade de apresentar dengue hemorrágica também é maior em quem teve zika: 1,1% contra 0%, de acordo com o estudo.

Fontes: Folha de S. Paulo, O Globo e IG

 

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