IBGE: Uma em cada três residências não está ligada à rede de esgoto

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Um terço dos lares brasileiros não dispõe de rede de esgoto, segundo a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Características dos Domicílios e dos Moradores, divulgada recentemente pelo IBGE. Embora tenha crescido o número de pessoas com acesso a rede de esgoto em casa, em algumas regiões do Brasil este número está longe de ser o ideal.  No Norte, a taxa aumentou 5,6 pontos porcentuais, mesmo assim chegando a apenas 27,4%. Já no Centro-Oeste atingiu 60% (aumento de 4,4 p.p.). O Nordeste também apresentou crescimento, de 2,6 p.p., mas permanece com menos da metade da população com acesso à rede de esgoto: 47,2%.

“Há uma tendência lenta de crescimento desde 2016. Nota-se uma variação um pouco maior este ano, muito em função do crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, explica a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.

Em relação aos domicílios com fossa séptica não ligada à rede geral, o número alcançava 19,1%, indicando que, aproximadamente, 9 milhões de domicílios no Brasil despejavam dejetos de maneira inadequada, como em fossa rudimentar, vala, rios, lagos e mar. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual foi ainda maior, de 42,9% e 30,7%, respectivamente. Já no Sudeste, essa modalidade era utilizada somente por 5,5% dos domicílios.

A precariedade de serviços de saneamento básico é um agravante para o crescimento acelerado das doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika, na medida em que facilita a reprodução do mosquito.  A fêmea do mosquito, que é quem pica, se adaptou e consegue procriar na água suja do esgoto.   Segundo os especialistas em saúde pública e arboviroses, o risco de contrair dengue aumentar em áreas com saneamento básico deficiente.

Fonte: IBGE

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