Falta de saneamento favorece casos de microcefalia no País

Embora haja muitas pesquisas relacionando a microcefalia com o zika vírus, alguns fatos continuam intrigando os cientistas e pesquisadores, como a alta incidência de caso na região Nordeste. Em busca de respostas, os pesquisadores investigam diversas frentes e até mesmo o mapeamento de fatores genéticos e ambientais.

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, a região Nordeste lidera o ranking de microcefalia no País, com mais de 77% dos casos notificados. Para o virologista da USP, Paolo Zanotto, pioneiro nas pesquisas de zika no Brasil, um fator para a concentração de casos no Nordeste seriam as condições precárias de higiene. Para mapear melhor a região seria necessário combinar os locais de nascimento dos bebês – combinando com uma avaliação socioeconômica. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele diz que a maioria dos casos acontece com pessoas que vivem em locais com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) muito baixo. “O saneamento básico pode ser o problema. Se for, pode não só incentivar a correção dessa questão de 500 anos mas também fazer a gente se atentar para a relação entre nível socioeconômico e doenças”, diz ele.

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