Estudo mostra que os fumacês não são eficientes contra Aedes aegypti

Uma pesquisa realizada com a participação dos docentes da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz no Iguaçu, conclui que o inseticida via UBV (Ultra Baixo Volume), conhecido como fumacês, não tem eficácia contra o mosquito Aedes aegypti. O estudo foi publicado na revista científica  Medicine and International Health, em outubro deste ano.

Durante a análise, foram monitoradas 18 cidades, sendo nove com a aplicação da metodologia UBV e nove sem aplicação da metodologia, durante os meses de novembro de dezembro de 2017. Os resultados mostram que os locais que receberam inseticida  não diminuíram população de adulta de Aedes aegypti e, além disso, foram encontrados em Foz do Iguaçu mosquitos com mais resistência ao inseticida malathion, amplamente utilizado nos fumacês.

Os pesquisadores também coletaram ovos de mosquito no município que foram levados, para criação, no Laboratório de Morfologia e Fisiologia de Culicidae e Chironomidae (LAMFIC) da UFPR. Comparou-se a mortalidade entre gerações de mosquito provenientes destes ovos coletados em Foz do Iguaçu, com uso de inseticida malathion, e gerações de mosquito Aedes chamadas “Rockefeller” – com comprovada ausência de resistência. “Os resultados demonstram que o mosquito de Foz é menos suscetível ao inseticida do que as cepas Rockefeller, comprovando a resistência ao malathion e a necessidade de novos princípios ativos para o combate de alados no município”, explica o professor da UNILA Wagner Chiba de Castro, em nota oficial.

De acordo com o docente, o principal o objetivo do estudo foi dar suporte ao Centro de Controle de Zoanoses de Foz do Iguaçu. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, foram confirmados mais de 19 mil casos de dengue, cerca de 26 mil notificações, além de 8 mortes causadas pela doença, segundo dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde e Saneamento da cidade. No início de 2020, a prefeitura de Foz do Iguaçu chegou a decretar estado de emergência devido à epidemia de dengue.

Fonte: Portal UNILA

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