Estudo da UFMG pode ajudar a prever transmissão de dengue

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Diante do crescimento de dengue no País, que já ultrapassou 820 mil casos, a luta contra Aedes aegypti ganhou mais um possível aliado. Pesquisa desenvolvida pelos professores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Marques e Álvaro Eiras, indica um método diferente de prever e monitorar o comportamento do mosquito.

De acordo com professor João Marques, o estudo quebra paradigmas ao mostrar que a variação do número de mosquitos em um dado momento e em uma dada região pode ser um indicador mais preciso do aparecimento da doença do que o número absoluto de insetos.   “Por exemplo, em uma região onde há um número absurdo de mosquitos, mas que permanece constante, existe uma chance menor de transmissão do que em uma região com poucos mosquitos que, de repente, passa a ter uma quantidade média”, explica Marques.

A pesquisa, diz ele, reforça um ponto que os pesquisadores já tinham observado em estudos anteriores: a forma como se monitora hoje a população do mosquito Aedes aegypti no Brasil, calculada principalmente pela densidade de ovos ou de larvas, não é tão eficaz para o controle da dengue. “O que nós temos hoje é uma política com muitas lacunas”, afirma.

O artigo foi publicado em maio pela revista científica Acta Tropica e recorreu a dados coletados no município mineiro de Caratinga nos anos de 2010 e 2011. A pesquisa foi feita por meio de uma colaboração com a professora do Departamento de Microbiologia do ICB Erna Kroon e com o professor do Departamento de Parasitologia Alvaro Eiras. O estudo ainda é um trabalho inicial de pesquisa, que ainda precisa ser aprofundado para comprovação científica.

Fonte: Site da UFMG

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