Epidemia de dengue atinge Minas Gerais; casos de tipo 2 crescem

Minas Gerais é um dos estados mais afetados pela dengue em 2019: o número de casos registrados até o dia 8 de abril teve crescimento superior a 500% quando comparado ao mesmo período no ano passado; 128 municípios declararam epidemia. Até a última segunda-feira, 08, foram notificados quase 100 mil casos de dengue em todo o estado, ante 16 mil no mesmo período de 2018, conforme divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Só na capital, Belo Horizonte, foram 9.536 casos possíveis de dengue – desse número 2398 foram confirmados e mais de 7 mil estão sendo investigados, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Mesmo com o aumento do número de casos em todo o país, pouca gente sabe que existem quatro tipos de vírus da doença transmitida pelo Aedes aegypti. Neste ano, alastra-se com mais rapidez o tipo 2 que, segundo especialistas, provoca efeitos mais graves, por conta de uma maior resistência às vacinas.

Boa parte dos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti pode ser encontrada dentro de casa. Por isso, é fundamental que as pessoas que moram em regiões afetadas criem o hábito de higienização das residências e escritórios com hipoclorito de sódio, subproduto do cloro conhecido como água sanitária. Isso porque o cloro possui um poder de combate ao mosquito Aedes comprovado cientificamente, com pesquisas realizadas pelo Laboratório de Radiobiologia e Ambiente do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade de São Paulo (USP).

Objetos como caixas d’água, pneus, garrafas, pias, ralos e vasos sanitários devem ser drenados e limpos com água sanitária, reduzindo as chances de eclosão da larva do mosquito pelo contato com a água limpa. Essas ações, além de combater o Aedes, também previnem o surgimento de doenças como leptospirose, hepatites do tipo A e E e gastroenterites.

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