Detecção do vírus: um passo adiante

Uma excelente notícia: o laboratório da Fiocruz do Paraná vem realizando, há cerca de seis meses, um teste inédito que enxerga o vírus da zika dentro de célula humana. O equipamento utilizado  “fotografa” a ação do vírus nas células e analisa cerca de 1.500 amostras por hora. Que avancem os testes: no Brasil, são notificados, em média, 4.000 casos de zika por semana. Em 2016, foram registrados cerca de 215 mil casos prováveis da doença.

O Ministério da Saúde aplica outros dois testes para o diagnóstico da zika. Um deles, desenvolvido pela Bahiafarma, faz um diagnóstico rápido da doença em gestantes com sintomas e outros grupos prioritários, a partir de uma amostra de sangue. O teste dura até 20 minutos. Outro teste, esse desenvolvido pela Fiocruz do Rio, faz a diferenciação entre zika, dengue e chikungunya, mas apenas em pacientes que estejam com sintomas e na fase aguda da doença.

Outra grande vantagem e diferencial do teste em experimentação: ele diferencia zika e dengue com uma precisão de 91% – a média dos exames feitos hoje é de 50%.

A nova tecnologia ainda está em processo de patenteamento e em fase final de validação na Fiocruz do Paraná.

Na fotografia

Novo teste da Fiocruz identifica vírus da zika por imagem

Como funciona

  • Centenas de amostras são colocadas em um equipamento semelhante a um freezer.
  • A máquina “fotografa” a ação do vírus da zika nas células.
  • Em uma hora, cerca de 1.500 amostras são testadas simultaneamente.

Fonte: Portal Fiocruz

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