Cientistas brasileiros descobrem como o zika vírus atua no cérebro de bebês

Pesquisadores brasileiros publicaram na revista científica Science, neste mês, um estudo inédito para explicar por que bebês cujas mães contraíram o zika vírus durante a gestação nasceram com microcefalia. Por meio de uma tecnologia 100% brasileira, a pesquisa apontou que o DNA, as proteínas e os neurotransmissores podem ser parte da explicação .

Durante o estudo, os cientistas analisaram o cérebro de 12 bebês – 8 dos quais morreram por conta de complicações da microcefalia e quatro, por outras causas. Os bebês que tinham microcefalia apresentaram uma menor quantidade de colágeno, glutamato em excesso e mudanças nos genes. O colágeno é a proteína responsável por manter a estrutura dos tecidos, ou seja, a falta de colágeno pode ser a causa da má formação do órgão.

Uma outra hipótese que surgiu durante o estudo foi que o glutamato em excesso poderia contribuir para a microcefalia, já que pesquisas anteriores apontavam que esse neurotransmissor é tóxico.

A pesquisa pode ser um primeiro passo para o desenvolvimento de remédios para prevenção da microcefalia. Desde 2015, são notificados casos de zika vírus no Brasil e, de acordo com dados oficiais, de janeiro a maio deste ano, a doença teve 3.509 casos prováveis no País. Segundo estudos, a cada mil gestantes com o vírus, de 50 a 420 podem dar à luz bebês com microcefalia.

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