OMS comemora avanços no combate a doenças como a dengue

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Pesquisadores do Laboratório de Entomologia da Universidade da Flórida encontraram fragmentos de RNA do vírus da zika nos mosquitos Aedes albopictus, coletados na cidade de Camaçari, na Bahia.

O Aedes albopictus é popularmente conhecido como tigre asiático, pois é responsável por transmitir a doença na Ásia – até então, não havia indícios de que o mosquito pudesse carregar o vírus da zika. Suas semelhanças com o Aedes aegypti não param por aí, o A. albopictus também tem coloração preta e manchas e listras brancas pelo corpo. Além disso, esse mosquito prefere viver em ambientes urbanos.

Em 2015, a Organização de Saúde Panamericana divulgou um alerta sobre os primeiros casos de transmissão da zika. Um dos locais mais afetados foi em Camaçari, com 7.391 possíveis casos. Devido a este número tão alto, cientistas desconfiaram que outra espécie de mosquito pudesse transmitir o zika vírus.

Nas inúmeras análises com ovos do Aedes albopictus foram encontrados três fêmeas e dois machos com sinais do zika. Através do estudo foi possível concluir que as fêmeas coletadas tinham entrado em contato com a zika e passaram fragmentos do vírus para os seus descendentes.

No entanto, ainda não é possível afirmar que o mosquito pode transmitir verticalmente o vírus da zika, dos pais para a prole. Segundo Chelsea Smartt, responsável pelo estudo, detectar fragmentos de RNA sem encontrar o vírus zika vivo sugere que, ou a mãe não estava infectada com o vírus zika vivo ou que não foi capaz de transferir o vírus vivo da zika para seus ovos.  Segundo informações do jornal Extra, o estudo será publicado esta semana na “Entomological Society of America’s Journal of Medical Entomology”.

Para chegar a uma conclusão definitiva é preciso entender se esse RNA da zika é infeccioso e se ele foi encontrado devido à contaminação durante o processamento dos mosquitos.

Se as suspeitas forem confirmadas será alarmante, pois outras espécies poderão transmitir o zika. Daí a importância em continuar tomando as devidas precauções contra qualquer vetor do zika ou da dengue, como usar água sanitária na limpeza regular da caixa d’água e do vaso sanitário, além de utilizar a dosagem correta de cloro para tratamento da piscina.

Fontes : Jornal Extra e Revista Exame.

Foto: Revista Exame

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