Brasil avalia adotar método mexicano de combate ao Aedes

O Ministério da Saúde avalia a possibilidade de implantação do método Wolbachia, utilizado no município de Laz Paz, no México. Diferentemente do Brasil, em que a bactéria é inoculada no mosquito Aedes adegypti adulto, no México a bactéria Wolbachia é colocada diretamente nos ovos do mosquito. Uma comitiva da Secretaria de Vigilância em Saúde esteve no México em janeiro para conhecer esse novo método.

A Wolbachia é uma bactéria intracelular presente em 60% dos insetos da natureza. Quando introduzida no mosquito, ela impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças. Não há modificação genética, nem no Aedes, nem na bactéria.

O funcionamento dos dispositivos de liberação de ovos (DLO), método usado no México, dá-se da seguinte maneira: em áreas públicas, residências ou estabelecimentos comerciais de voluntários, são instalados os DLO. Esses equipamentos são parecidos com um copo alto, contendo ovos do Aedes com Wolbachia, água e alimento para larvas. Ali, estes ovos vão se desenvolver até que o mosquito atinja a fase adulta e saia voando por furos existentes na lateral do dispositivo.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, o país pretende utilizar o dispositivo e avaliar se é uma forma de dar velocidade à expansão da Wolbachia, ajudando a proteger os brasileiros das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti”, disse.

Fonte: Ministério da Saúde

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